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“π¬ππ ππππ ππ πππ ππ ππππ
ππ πππ π πππππ ππππππ π πππππ.” -π°ππππ π¬ππππ π»ππ
Este blog nΓ£o nasceu de um plano.
Nasceu de uma sensaΓ§Γ£o.
Como se a realidade Γ s vezes fosse leve demais para segurar ou pesada demais para carregar sozinha.
Escrevo entre a lucidez e o devaneio.
Entre o que aconteceu
e o que eu senti que aconteceu.
HΓ‘ noites em que as palavras vΓͺm como nΓ©voa.
HΓ‘ dias em que elas ficam presas na garganta.
Ainda assim, continuo.Aqui, tudo Γ© fragmento:
Registro das sombras que me vestem, dos livros que me atravessam, das imagens que capturam aquilo que nΓ£o soube dizer em voz alta. Registro da estΓ©tica que escolho como armadura e da vulnerabilidade que insiste em aparecer mesmo assim.
NΓ£o prometo constΓ’ncia.
NΓ£o prometo clareza.
SΓ³ presenΓ§a.
Se tudo o que vemos pode ser apenas um sonho dentro de outro, entΓ£o que este seja o lugar onde eu escolho sonhar acordada consciente das rachaduras, consciente da beleza, consciente da estranheza de existir.
NΓ£o escrevo para explicar.
Escrevo para sentir.
E se vocΓͺ atravessou essas linhas em silΓͺncio, talvez jΓ‘ saiba: algumas sombras nΓ£o precisam ser temidas. Elas apenas pedem espaΓ§o para existir.