Hoje eu esperava estudar desenho, mas estou sem foco algum! Mesmo que sejam lições simples, como desenhar formas, eu não consigo me concentrar, e escrever é a minha válvula de escape. Confesso que estou um pouco frustrada; eu definitivamente não sei o que fazer virtualmente além de escrever.
Não posso me cobrar estou doente, e a depressão me afunda em alguns dias. Não é apenas estar triste; se fosse, seria algo fácil de resolver. Sigo escrevendo aqui para aliviar minhas sobrecargas. Tenho que recomeçar em vários aspectos, mas estou tão perdida que não sei por onde começar.
Eu olho para o Instagram e, por mais que haja coisas que me deixem feliz e me tragam conforto, tudo ao mesmo tempo parece monótono e igual. Não consigo ser performática, e nem quero ser. Eu apenas não quero me isolar…
Eu apenas não quero me isolar, mas também não sei exatamente como permanecer. Parece que tudo exige uma energia que eu não tenho. Interagir exige energia. Produzir exige energia. Até descansar, às vezes, exige energia.
Eu me sinto parada enquanto o mundo continua correndo, postando, criando, vivendo. E eu aqui, tentando atravessar o dia. Tentando não me afundar nos meus próprios pensamentos. Tentando não transformar cada pausa em culpa.
Talvez eu precise aceitar que este é um tempo de atravessar, não de performar. Um tempo de cuidar do que ainda pulsa em mim, mesmo que fraco. Um tempo de desenhar formas simples, escrever frases simples, viver dias simples sem exigir que eles sejam grandiosos.
Eu não estou falhando. Estou sobrevivendo. E talvez sobreviver, por enquanto, seja suficiente.
Ainda existe algo em mim que quer continuar. Que quer criar. Que quer sentir de novo aquele entusiasmo leve pelas pequenas coisas. Talvez eu não saiba por onde começar, mas posso começar pequeno. Uma linha. Uma palavra. Um gesto gentil comigo mesma.
E, por agora, isso precisa bastar.